Pois é, como explicar as crenças? As religiões, os times de futebol, os amuletos da sorte, o coração, o pai, a mãe enfim, tantas outras crenças. Muitas são as crenças que nos movem, que nos deixam mais ou menos seguros nos mais diversos momentos que a vida nos proporciona. Mas não entrando na filosofia, pelo menos não de forma profunda, se sabe que entre a crença e a verdade existe um espaço que pode se definir como o conhecimento. Um ótimo significado para crença, "Crença é um estado mental que pode ser verdadeiro ou falso. Ela representa o elemento subjetivo do conhecimento". Se para alguns a crença é a verdade, para outros crença é somente subjetividade. Sendo assim, busco ultrapassar o campo da subjetividade e expor a minha crença ou verdade. Creio que se pode incluir mais um item na lista dos impactos ambientais já conhecidos, ou seja, considerar a redução da taxa de fecundidade um impacto ambiental gerado pelo homem a ele mesmo.
O que pode se dizer sobre a redução da taxa de fecundidade:Dados fornecidos pela Coordenação de População e Indicadores Sociais do Instituto brasileiro de estatística e geografia (IBGE), demonstram que as famílias brasileiras estão reduzindo no que se refere à taxa de fecundidade, ou seja, o número médio de filhos que teria uma mulher ao fim do período reprodutivo. No ano 1980 a população brasileira era de 118,5 milhões de habitantes a uma taxa de fecundidade de 4,6. Em uma projeção para o ano de 2050, o IBGE estimou que a população brasileira alcançaria o número de 259,8 milhões de habitantes e a taxa de fecundidade, estaria em torno de 1,85. Isso significa que a população irá mais que dobrar a uma taxa de fecundidade quase 250% menor. Segundo publicação do jornal Zero Hora do dia 9 de julho de 2008, o censo do ano 2000 divulgou que a família brasileira diminui. “Na década de 1980 a família era composta de 4,5 pessoas, em média. Em 1999, o número caiu para 3,4 pessoas. Já o total de casais sem filhos, que em 1992 constituía 12,9% das famílias, passou para 13,6%”. O IBGE também demonstra que a população de pessoas com mais de 70 anos na década de 80 representava cerca de 2,3% do total. Já para 2050, o instituto estima que este percentual chegue a 13,2% do total da população brasileira. Isso pode explicar o aumento da população mesmo com a redução drástica na taxa de fecundidade. A partir destas informações se percebe que a redução das famílias brasileiras é uma realidade e que no longo prazo, isso poderá ser observado de forma mais clara.
Será que a redução da taxa de fecundidade pode ser considerado um indicador de impacto ambiental?
Talvez o modelo de consumo dos recursos naturais, adotado pelo homem na busca de seu desenvolvimento, está produzindo inúmeras respostas do meio ambiente entre estas, a redução da taxa de fecundidade. Continua na próxima postagem, inté...
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